Documento nº1
“Tornou-se corrente, em França, que o número de nascimentos seja superior ao número de mortes; esta diferença é menos marcada nas cidades, porque muitas das pessoas que aí vêm morrer não foi aí que nasceram; mas nos campos, por um efeito contrário, ela eleva-se até um quarto; e, para a totalidade do reino, regista-se, anualmente, mais um sétimo de nascimentos que óbitos.
Jean Baptiste Moheau, demógrafo francês.
Documento nº 2
“A criança recém-nascida tem necessidade de estender e mexer os seus membros para os tirar do entorpecimento em que estiveram tanto tempo. Os países onde se enfaixam as crianças são aqueles que formigam de corcundas, coxos, tortos, enfezados, raquíticos, de gentes deformadas de toda a espécie (…). De onde vem este uso irrazoável? De um costume desnaturado. Depois que as mães, desprezando o seu primeiro dever, não quiseram mais alimentar os seus filhos, foi preciso confiá-los a mulheres mercenárias (…).
Jean Jacques Rousseau, Emílio, 1762.
Demonstra a partir dos documentos que na Europa Ocidental surgia condições para um novo modelo demográfico.